CONTEXTO CIDADÃO POLÍTICO
O Indivíduo “Individual” político

Como compreender o individualismo e o individual, com sentido na individualidade, quando o assunto é política? Um tema bastante odiado ou pelo menos
rejeitado por boa parte da sociedade. Política em todo mundo segue uma mesma base, mas, no Brasil enfrentamos algumas peculiaridades. Um país rico, autossuficiente
em produção de alimentos, pessoas com diversidade cultural singular, como se fossem vários países dentro de um só. O jeito de responder a esta pergunta poderia seguir
caminhos ideológico ou filosófico diferentes, forçando o sujeito a cair na “vala comum” do debate. Uma “vala comum” é ter um entendimento de que politica é ruim, mesmo
quando sabemos que não existe evolução social senão por meio da política. Separar politica de político, pode ajudar muito a aceitar que somos seres políticos, entendendo
política como uma constante que está perene na vida das pessoas, nas relações sociais, familiares, profissionais e o político, como um ser humano, como outro qualquer, que
com base em alguma motivação, seja ela, ideológica ou não, se levanta ocupando uma parte dessa política perene, e se coloca como candidato, passando a ser político
partidário. A maior dificuldade da humanidade sempre foi administrar as crenças religiosas e o poder político sobre os povos. Refletir sobre isso exige um olhar neutro,
o mesmo que consegue, ao separar, Deus de religião, entendendo Deus como um ser único, mesmo que com diversos nomes, já religião são várias com fundamentos
diversos. Os políticos sempre foram ligados ao poder assim como, a religião sempre esteve exercendo influencia no poder dos políticos, mas, uma coisa sempre ficou em
aberto, o cuidado com o cidadão, o indivíduo que sustenta toda essa estrutura. Podemos aqui, iniciar um debate que provoca um repensar, sobre esse indivíduo na
sociedade, o que ele representa ao estado, enquanto mediador de serviços públicos e organizador dessa sociedade.
Para facilitar a compreensão desse novo jeito de olhar, pode-se conjeturar a perspectiva matemática da política, antes mesmo, de fazer uma avaliação ideológica
ou filosófica.
Começaremos no entendimento do que estamos falando quando relacionamos os dois sentidos de toda essa argumentação estudada. Individualismo do indivíduo e
Individualidade do indivíduo. Individualismo é o sentido egoísta, quando o sujeito tende a pensar exclusivamente em si, enquanto a individualidade diz respeito a
singularidade, particularidade do individual. O alicerce desse raciocínio é a compreensão de como o indivíduo é percebido pelo sistema político e governamental.
Se houver uma compreensão a esse respeito, teremos sem dúvida, um novo modelo de organizar a sociedade referente ao poder do estado.
Os números dos resultados eleitorais mostram a disparidade entre o que é real e o que é fantasia da representatividade do político. Os vereadores dos municípios
brasileiros, assim como, os parlamentares mais graduados, como os deputados estaduais e federais, tem registrado irrelevantes índices de votação. Os parlamentares
municipais atingem com raríssimas exceções no máximo cinco por cento dos votos válidos, podendo cair de forma considerável até no máximo 1% dos votos totais. Na
maior cidade do país com mais de onze milhões de habitantes e quase nove milhões de eleitores em 2012, nas eleições de outubro, a capital paulista registrou o vereador José
Roberto Trípolli do PV (partido Verde) como o mais votado, com 132.313 votos, uma bagana de 2,32%dos votos válidos, aqueles que são contabilizados pela justiça
eleitoral. O menor município brasileiro Serra da Saudade no Estado de Minas Gerais é uma exceção à regra. Com uma população de 815 habitantes e uma discrepância de
1.107 eleitores, o que coloca em menoscabo o resultado. Mas ficou registrado que o vereador José Wilson do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) com 12,27%
dos votos, ou seja, 125 votos. As distorções dos resultados eleitorais com relação ao número de votos válidos e votos totais criam diversas possibilidades de olhares. A
separação de votos totais e votos válidos exige uma compressibilidade de alguém que esteja desprendido de qualquer grilhão ideológico, partidário, ou ambos juntos. O
Brasil chega a 2016 com mais 143 milhões de eleitores aptos a votar. Esse número em 2010 era de pouco mais de 135 milhões eleitores, desses 55.752.092 votaram na
presidenta Dilma Russeff para um segundo mandato, que representou 56,05% dos votos válidos, no entanto, 79.787.872 eleitores não votaram na petista. Em 2014 a
situação piorou e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou que a petista alcançou 54.501.118 votos (51,64% dos válidos) contra 51.041.155 do tucano Aécio Neves
(48,36%). Dos 142.821.358 eleitores brasileiros, 30.137.479 (21,10%) se abstiveram, outros 5.219.787 (4,63%) votaram nulo e 1.921.819 (1,71%) escolheram branco. No
total, 37.279.085 não escolheram candidatos, ou seja, 78.7% não votaram em quem foi eleito para presidente da república, números que repetem na mesma média, nos
estados com os governadores e nos municípios, com prefeitos, justaposto a cada situação, para mais ou para menos.
Os números nesse caso estão sendo aqui posicionados para descortinar véus da realidade que as convenções insistem em deixar velado. Além dos números estão os
sentimentos que provocam comportamentos, como se os algarismos revelassem um individuo por trás das estatísticas, tão valorizadas, por profissionais de marketing
político, por assessores de gabinetes e seu patrões partidários. A forma de olhar os números estatísticos excluindo a presença de uma vida por traz deles faz com que a
possibilidade de ocultar a real situação seja iminente, por exemplo: um número estatístico mostrava a sensação de insegurança em um bairro, como se apresentava
em números expressivos a reação da equipe de governo foi imediata, buscando então a solução direta sobre o tema segurança. A equipe pretextou a construção de posto de
polícia, um investimento de algumas centenas de dinheiro público. Tudo parece irrepreensível, uma pesquisa que mostra um alto índice de sentimento de insegurança,
um bairro importante com abundancia eleitoral, uma equipe atenta e ágil, decide por fim a sensação de insegurança construindo um posto policial, veja como é perigoso um
incompetente com pro-atividade. O equivoco está em não observar que os números não pensam e que por traz deles existem pessoas individuais. O posto policial foi
construído e outra pesquisa foi realizada, a sensação de insegurança continuava, mesmo com a presença da polícia. Aprofundar no artificialismo da equipe ou da
situação poderia então, ser uma justificativa, até porque é isso que normalmente é feito, mas, a decisão foi esquadrinhar o que realmente estava sucedendo. O modelo de
relacionamento com a gestão nos modelos tradicionais tem pontos que superam a incompetência na maioria dos casos, entre eles, o mais grave e que pouco é aludido, a
indicação política para cargos de ordenação de dinheiro público.
Um conjunto de avaliações e estudos foi realizado. Esse estudo recebeu o nome de EVEPS (Estudo de Viabilidade Eleitoral, Político e Social).

AUTOR

João. Aguiar






COMENTÁRIOS (1)

  • gabriel 12/11/2019

    Novo comentarioaa



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